Batman: A Piada Mortal
January 29, 2010 in Quadrinhos by hiroshi
Batman: A Piada Mortal (The Killing Joke, no original) é uma das mais influentes graphic novel, escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland, publicada pela DC Comics em 1988. A história afeta diretamente a continuidade da série do Batman por mostrar Bárbara Gordon sendo ferida pelo Coringa e ficando paraplégica.
Um evento que culminou na adoção da identidade de Oráculo, uma fonte de informação vital para o Batman e outros heróis.
Essa recolorização, os flashbacks com tons desbotados, mas uma forte referência ao vermelho, é uma citação ao Capuz Vermelho, o bandido antes de mergulhar em produtos químicos e tornar-se Coringa.

Batman: A Piada Mortal
Em 2008, a DC reeditou a história numa edição de luxo. Essa edição tinha nova colorização por Brian Bolland, ilustrando suas intenções originais para a história, com um estilo mais sóbrio e realista em vez do original intensamente colorido.
Moore foge do estereótipo mocinho-bandido e dá contornos mais específicos ao passado de Coringa, um passado trágico onde a loucura é a saída.
Nessa história a origem do Coringa passa em “flashbacks” enquanto a história vai acontecendo. O plano do Coringa é provar ao Batman que qualquer pessoa pode escolher a loucura como forma de escapar de uma realidade de extremo sofrimento. Basta apenas um dia ruim para ficar louco. O vilão escolhe o comissário Gordon e sua filha para provar isso.
A trama, envolvente, exige uma leitura atenta e uma reflexão profunda sobre o tema exposto.
No final é mostrado que não existe tanta diferença entre o Coringa e o Morcego, ambos vivenciaram acontecimentos trágicos e não tiveram coragem para viver a vida normalmente, passando a se esconder em máscaras para assim sobreviverem perante uma sociedade doentia.
Tão importante quanto o roteiro de Moore para a hq, a arte de Brian Bolland é essencial para o desenrolar da história em quadrinhos. Seu traço detalhista e seu exímio uso de técnicas de luz e sombra, o estilo europeu do artista dão um outro patamar à obra.

Coringa: A piada mortal
A piada mortal: Dois loucos estavam num hospício.
Uma noite, eles decidiram que não queriam mais viver lá e resolveram fugir. Aí foram até a cobertura do hospício e viram, ao lado, o telhado de um outro prédio apontando pra lua, apontando para a liberdade.
Então um dos sujeitos saltou sem problemas pro outro telhado, mas seu amigo se acovardou, ele tinha medo de cair.
Aí o primeiro teve uma idéia. “Estou com minha lanterna, vou acendê-la sobre o vão dos prédios e você atravessa pelo facho de luz”. Mas o outro sacudiu a cabeça e disse:” O quê? Você está louco?!” ” E se você apagar a luz enquanto eu estiver no meio do caminho?”
Além da história principal, duas histórias são acrescidas na edição de luxo, uma é “Um sujeito inocente”, escrita e desenhada por Brian Bolland e publicada pela primeira vez em Batman: Black and White 4.
Perguntado sobre a história Bolland disse que é o melhor trabalho que ele já fez.
Essa história mostra um sujeito comum, que quer matar o Batman simplesmente para fazer algo divertido e marcante em sua vida. Homens não podem ser etiquetados como “BONS” ou “RUINS” e todos andam sobre uma corda bamba e podem a qualquer momento cair para qualquer um dos dois lados.
E por fim, a primeira aparição do Coringa, na história, o Palhaço do Crime lança um desafio a polícia, avisando que vai matar e roubar grandes figurões da cidade. E realmente o faz, chamando a atenção da dupla dinâmica. Naquela época, os vilões do Batman eram usadas apenas em uma única aparição, mas o vilão fez tanto sucesso que foi reaproveitado e deu no que deu né…?!
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