
Alan Moore, (nascido em 18 de Novembro de 1953 em Northampton) é um escritor inglês, mais conhecido por seu trabalho influente nos quadrinhos, incluindo as aclamadas graphic novels Watchmen, V de Vingança e From Hell.
Como escritor de quadrinhos, Moore é notável por ser um dos primeiros escritores a aplicarem literatura aos quadrinhos mais gerais. Bem como incluindo matéria subjetiva e temas adultos, ele trouxe grandes influências ao seu trabalho, da literatura – autores como WIlliam S. Burroughs, Thomas Pynchon, Robert Anton Wilson e Iain Sinclair, escritores de ficção científica como Michael Moorcock e escritores de terror como Clive Barker. Influências dentro dos quadrinhos incluem Will Eisner, Harvey Kurtzman, Jack Kirby e Bryan Talbot.
Filho de Ernest Moore e Sylvia Doreen, funcionário de uma cervejaria e tipógrafa, respectivamente, Alan Moore teve uma infância muito influenciadas pela pobreza da família.
Foi expulso de uma escola secundária conservadora e não foi aceito em nenhuma outra. Em 1971, Moore era um desempregado sem qualquer qualificação.
O primeiro trabalho de Moore, foi na revista Embryo, um projeto em conjunto com amigos. O convívio nessa área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton, onde conheceu Phyllis, com quem casou e teve duas filhas.
Seus outros trabalhos nos seus primeiros anos de carreira foram para a revista semanal Sounds, além de ficções para a Doctor Who Weekly e 2000 A.D. Em Sounds, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, com esses trabalhos, chegou a conclusão de que era um péssimo ilustrador e devia se centrar em escrever histórias.
Depois disso, Alan passou a trabalhar na revista britânica Warrior. Nessa, escreveu duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança e Marvelman. V de Vingança foi uma história sobre a briga por liberdade e dignidade numa Inglaterra dominada pelo fascismo. Essa série, junto a Marvelman, conhecida nos Estados Unidos como Miracleman, valeram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.
Na DC Comics, escreveu histórias com temática ecológica para o Monstro do Pântano, o que o tornou conhecido nos quadrinhos norte-americanos. Nessa sequência de histórias introduziu John Constantine, que passaria a ter revista própria, Hellblazer.
Mostrando grandes talentos em seu trabalho, Moore provou que podia escrever sobre uma grande variedade de assuntos. As histórias dele inauguraram o “Suspense Sofisticado”, gênero da maior parte das HQs da linha Vertigo nos dias de hoje. Além de Monstro do Pântano, Moore escreveu vários títulos para a DC, um anual do Batman e algumas histórias do Superman.
Em 1986, a DC reconstruia seu universo. Enquanto isso, Moore escreveu Watchmen, série que, ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, redefiniu os quadrinhos e mudou o tom das histórias da época. Watchmen, com sua riqueza de enredo, mostrava um retrato real, de um mundo onde os super-heróis não são entendidos e nem confia neles. Até hoje, Watchmen é considerada por muitos a maior HQ de super-heróis de todos os tempos.

Moore terminou suas histórias para o Monstro do Pântano, completou V de Vingança para a DC Comics e escreveu uma das melhores histórias do Coringa em Batman: A Piada Mortal. No fim dos anos 80, Moore estava muito descontente por não possuir os direitos de Watchmen, assim como achava que não estava recebendo os royalties adequados pela série.
Discussões sobre sistemas de classificação de HQs fizeram com que Moore, totalmente contrário a essas idéias, largasse os quadrinhos comerciais e populares e passasse a trabalhar apenas com editoras menores e independentes.
Sem mais nenhum vínculo com a DC, Moore começou vários projetos. Em 1988, montou sua própria editora, Mad Love Publishing. Moore começou a trabalhar num roteiro de cinema com o empresário da banda Sex Pistols, chamado “Fashion Beast” (o filme nunca saiu do papel).
Nesse período independente, começou as séries Big Numbers, Lost Girls, From Hell, além de Small Killing. As publicações independentes, no entanto não foram boas para Moore. Desses trabalhos, apenas From Hell e A Small Killing foram concluídos.
Após isso, Moore foi trabalhar na Image Comics, uma companhia de quadrinhos nova, dirigida por um grupo popular de jovens artistas e escritores. Nessa editora, Moore escreveu 1963, uma espécie de desculpas pelas histórias ruins de outros escritores que surgiram nos quadrinhos como consequência de Watchmen. Moore também escreveu várias histórias para Spawn, criado por Todd McFarlane.
Durante seu tempo na Image, seu mais importante trabalho foi a revitalização da série Supremo, uma criação de Rob Liefeld, baseada no Superman. A abordagem de Moore, nostálgica e criativa, lembrava os primórdios do personagem Superman na DC. Infelizmente, a série foi suspensa por problemas financeiros e os dois números finais jamais foram publicados.
Moore, então, criou seu próprio selo ABC, America’s Best Comics, para a WildStorm, de Jim Lee. E mais uma vez, o escritor fez novas séries brilhantes: Promethea, A Liga Extraordinária, Tom Strong, Tomorrow Stories e Top Ten.
A Wildstorm seria vendida para a DC Comics e Jim Lee acertou alguns detalhes contratuais com Moore para que não existisse qualquer ligação entre ele e sua antiga editora.
Moore desligou-se recentemente da DC/WildStorm por causa das interferências da editora em seu trabalho. A DC detém os direitos de todos os personagens da ABC, exceto “A Liga Extraordinária”, que pertence a Moore e Kevin O’Neill. O terceiro volume da série será publicado pela Top Shelf Publishing.
Este post faz parte da edição #9 do Carnaval dos Quadrinhos das Quartas publicada no Cibertron
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Os outros participantes dessa edição são:
O Busilis – Stan Lee
Quadrideko – Frank Miller
Toca do Calango – Warren Ellis
Não Diga Nada – Howard Chaykin
Zine Acesso – Neil Gaiman
Reviews de Histórias em Quadrinhos – Bill Willingham
Tags: arte, batman, carnaval dos quadrinhos, Cinema, dc comics, hq, literatura, Quadrinhos, superman

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Conheça mais sobre Alan Moore, o mago dos quadrinhos…
Alan Moore é mesmo um gênio! Escreveu diversas obras primas que não importa o tempo que passa, sempre são atuais. Parabéns pelo texto, ficou ótimo!
Alan Moore foi um verdadeiro marco na história das HQs. Após Moore os quadrinhos nunca mais foram os mesmos.
Infelizmente nunca li Watchmen… Nunca achei pra comprar e não quero ler pelo pc. Um dia eu conseguirei, espero que antes do filme sair.
Meu post no CQQ, atrasado como sempre.
http://reviewsquadrinhos.blogspot.com/2008/02/contadores-de-histrias-bill-willingham.html
Rodrigo, não sabes o que está perdendo! Mas concordo que Watchmen merece uma leitura atenta e bem digerida em papel, mesmo. E encontrar até encontra, mas a peso de ouro a edição em 4 encadernados.Ainda tenho aqui a primeira edição da Abril, que a propósito acho que a lerei pela enésima vez. Alan Moore merece.